Esse texto é uma dedicatória ao meu Tio Manoel Martins, e a minha grande amiga Daniele Vieira...
Demorei para escrever esse texto, e pensei muito em quais palavras deveria usar, pois ele carrega uma das maiores experiencias que já vivi, e é tão pessoal e intenso, quanto os demais textos que já escrevi.
A cerca de alguns anos parece que um furação entrou na minha vida, e levou consigo pessoas que eu amo, pessoas que jamais imaginei que poderiam partir tão rapidamente da minha vida. Sim, sei que todos um dia iremos partir, mas nunca estamos preparados para isso. Eu não estava. Não estou.
O telefone sempre toca aqui em casa, e particularmente nunca gostei muito de atender, não sei exatamente o porque disso, mas não gosto. Talvez seja pelo fato de já ter trabalhado com isso, ou porque não gosto do modo como as palavras as vezes podem soar de dentro daquele aparelho.
E mesmo sem gostar até de seu toque, ele tocou naquela manhã. Parecia um dia normal, e era, até recebermos a noticia de que naquela madrugada meu tio havia falecido.
Que sensação estranha era aquela que estava sentindo, não tive reação na hora, pois estava espantada demais, vendo minha mãe segurar o telefone e chorar. Meu pai veio tão rápido que nem o vi passar por mim, segurou minha mãe, e quando voltei a mim as malas dela já estavam prontas. Ela partiria naquele dia, para poder enterrar seu irmão. É tão esquisito escrever isso, mas nem se compara a viver aquele dia.
E ele se foi, sem se despedir. Sem nem ao menos dar seu último telefonema para dizer que eu era maior que meus irmãos. Quem agora, iria contar histórias de quando meus pais se conheceram melhor do que ele? Afinal, ele foi um dos responsáveis por apresentar meus pais.
Saudades tio...
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Mas essa não foi a última vez que o telefone deixou de trazer notícias ruins.
Era um dia quente, por volta de 12:40, recebi uma mensagem perguntando se eu sabia o que havia acontecido com uma das minhas grandes amigas. Na hora não entendi muito bem, do que se tratava. Demorou alguns minutos para que eu soubesse que você também havia partido.
Ainda não consigo acreditar, sabia?
E é tão estranho pensar que eramos tão próximas, mas deixamos a rotina e tantas outras coisas nos afastar.
Ah Dani, a vida nem sempre é o que queremos e existem coisas que fogem do nosso controle. Não pude me despedir de você, não tivemos nem a chance de conversarmos mais... Não haverá segunda chances dessa vez, não haverá uma nova oportunidade de te ver pessoalmente, e eu sinto tanto por isso. Por não termos de fato ido, quando marcamos naquele. Você estava tão feliz, cheia de sonhos e planos, e esse furação você, seus sonhos, seus planos, te levou de mim, de nós...
Me devolva! Me devolva, já essas pessoas seu furação intruso! Não te deixei entrar na minha vida! Saia já!!
Seus telefones não tocam faz algum tempo, e não irei mais receber ligações ou mensagens de vocês...
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Meus dias continuam, e com eles tenho aprendido a viver. Jamais me esquecerei de como meu tio torcia pelo meu futuro, como a Dani me incentivou e me inspirou a correr atrás dos meus sonhos. Obrigada!
(Me desculpem, por não ter dito antes...)
Caro leitor, você que leu isso até aqui, peço que viva cada momento. Sei que as vezes não é fácil, e muitas vezes é doloroso, mas não espere partir para dar valor. Não espere o dia clarear, pois pode não haver uma nova manhã.
Quanto a mim, criei um lugar aonde guardo todas as boas recordações. Tudo o que aprendi com cada um deles, todos os sorrisos, os abraços, todo o tempo que vivemos! Aqui, eles permaneceram, para sempre! Sempre!
Com amor, Aldry

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